"O amor é como o vento não podemos vê-lo mas podemos senti-lo."
Tudo sobre a Salvação em Jesus
Paz
Percorre as estradas que te esperam
Espia e recolhe em ti as aflições
Esteja para todos que rebuscam
E desejam que mores nos corações
Faça raiar a tua aura pura
Pelos lugares que te chamam no desespero
Resplandeça no amor e se faça em armadura
Enriquecendo o chão de encantos quando actua
Abraça feliz teu filho amado
E que ele chore a mágoa no teu velho peito
Mantenha assim o sonho realizado
De tantos outros que sofrem sem jeito
Oh!branca luz cristalina
És o conforto para tantas coisas
Se te procuram e não te acharam ainda
É por egoísmo que transforma as pessoas
Símbolo de todos o mais belo
Mostra a candura que espelha
Feliz de quem a possuir sincero
Porém guarde-a para não ter que perde-la
Deusa em sua magnitude
Abre os teus braços com carinho
Que se apodere de ti a juventude
E contigo possa viver sorrindo
Transmita através dos tempos
O seu modo de ser correcto
Pois hoje,na correria de grandes inventos
A usam de jeito incerto
Que a sua límpida candura
Seja o meio mais adequado
Mostrado na sua formosura
Aos homens da terra como aliado
Dê um fim nessas guerras
Que trazem tantas desgraças
E assolam por entre essas terras
Destruindo sem dó tantas raças
Floresça por onde passar
Na alegria presente que se faz
Iluminando a todos onde andar
A eterna chama da paz!
Regina Aparecida Magalhães
Leitura:
2 Pedro 1:16-21
Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la. --2 Pedro 1:19
Pipe de Punxsutawney é o nome de uma marmota, pequeno quadrúpede roedor, que sai de seu esconderijo na "Cabana da Marmota" no estado da Pensilvânia, EUA, todos os anos no dia dois de fevereiro para antever o tempo. Segundo a lenda, se Pipe conseguir enxergar sua sombra, haverá mais seis semanas de baixa temperatura. Se não a enxergar, isto indicará que a primavera está perto.
É claro, tudo isso é uma brincadeira. Pelo que sei, ninguém leva as previsões de Pipe a sério. Além do mais, ele não é confiável, pois na maioria das vezes erra mais do que acerta.
Todavia, há alguém que sempre está certo e a quem devemos levar a sério. Pedro escreve a Seu respeito: "Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pedro 1:19).
Pedro estava pensando naquele dia em que estava com Tiago e João, no Monte da Transfiguração, quando viu Jesus com os dois grandes profetas do Antigo Testamento, Moisés e Elias. Naquela augusta companhia de verdadeiros profetas, o Pai apontou para o Filho e disse: "Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi" (Lucas 9:35). A palavra de Jesus é uma "palavra profética", que é incontestável!
Existe alguém que nunca está errado e nunca nos desencaminhará: nosso Senhor Jesus. Devemos ouvi-lo! -- DHR
EM UM MUNDO CHEIO DE ESPECULAÇÃO, SOMENTE A PALAVRA DE DEUS É INCONTESTÁVEL.
Quando Jesus morreu na cruz para nos salvar.
Ele tinha a esperança de que a paz fosse reinar.
Mas tudo o que podemos afirmar, é que a paz a cada dia perde seu lugar.
O causador disso é o próprio homem, que não é capaz de pensar o quando consegue se prejudicar ao praticar sua imprudências sem pensar na consequências.
Mas nem tudo esta perdido, pois tem em nossos corações a semente da salvação e a consciência de que a conquista da paz está em nossas mãos.
Todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá. - João 11:26
João, um amigo meu, foi em dada altura, viciado em drogas. Quase morria por várias vezes. Era um homem quebrantado quando entrou no programa de reabilitação cristão que o meu marido e eu estabelecemos. No final do programa, João tinha-se convertido.
Um dia quando João passeava por uma rua movimentada, começou a ver os agitados compradores como Deus os via - pessoas moribundas. Ele tinha aprendido na Palavra de Deus que aqueles que morrem sem Cristo passarão a eternidade longe d'Ele. Com profunda preocupação, João pensou: Estas pessoas não têm que ser destinadas a morrer!Todos nós precisamos de ver as pessoas como Deus as vê. Mas essa revelação traz também responsabilidade. Salomão implorou: "Livra os que estão destinados à morte, e os que estão levados para a matança" (Provérbios 24:11). Ele também avisou que uma vez que os nossos olhos sejam abertos não podemos fingir que não sabemos o que fazer. Deus, que pesa os nossos corações e atenta para as nossas almas, sabe que nós sabemos, e responsabilizar-nos-á pela acção (v.12).
Pensa nas pessoas que conheces que estão sem Cristo. Elas não têm que morrer sem Ele! Jesus disse: "Todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá" (João 11:26). Dir-lhes-ás estas boas novas? - JEY
PRECISAM-SE: MENSAGEIROS PARA ENTREGAR AS BOAS NOVAS.
Leitura:
Ezequiel 14:1-8Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração. Ezequiel 14:3
Quando meu marido e eu partimos como missionários pela primeira vez, lembro-me de que fiquei preocupada com o crescimento do materialismo em nossa sociedade. Nunca me passou pela mente que eu poderia ser materialista. Afinal, não tínhamos cruzado os mares com quase nada? Não tínhamos escolhido viver num apartamento com poucos móveis e sem algumas facilidades básicas? Eu pensei que o materialismo não nos afectaria.
Apesar disso, o descontentamento gradualmente criou raízes em meu coração. Em pouco tempo, estava ansiosa e desejando coisas bonitas, e, secretamente sentia ressentimento por não tê-las.
Mas certo dia, o Espírito de Deus abriu meus olhos com um pensamento perturbador: materialismo não significa necessariamente ter coisas; também pode significar o desejo de tê-las. Ali estava eu, me sentindo culpada por materialismo! Deus havia revelado que o meu descontentamento era causado pela existência de um ídolo em meu coração! Naquele dia, me arrependi deste pecado subtil, Deus resgatou meu coração como Seu trono de justiça. É desnecessário dizer que, logo senti um profundo contentamento, baseado não em pertences -- mas em Deus.
Nos dias de Ezequiel, Deus combateu exaustivamente este tipo de idolatria secreta. O coração das pessoas sempre foi o trono de Deus na terra. Por essa razão, devemos livrar nosso coração de qualquer sentimento que destrua nosso contentamento com Ele. – JEY
ÍDOLO É TUDO O QUE OCUPA O LUGAR DE DEUS.
Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos. Hebreus 3:14
“Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a Terra levantou a mão direita para o Céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o Céu, a Terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora” (Ap 10:5, 6). Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos. A decepção dos que esperavam ver o Senhor em 1844 foi na verdade amarga para os que haviam aguardado tão zelosamente Seu aparecimento. Era desígnio do Senhor que viesse esse desapontamento e se revelassem os corações.
Não baixa sobre a igreja nenhuma nuvem para a qual Deus não esteja preparado; nenhuma força oponente se tem erguido para opor-se à obra de Deus, que Ele não a haja previsto. [...] Todos os Seus desígnios se cumprirão e serão estabelecidos. Sua lei se acha ligada a Seu trono, e os agentes satânicos aliados com instrumentos humanos não a podem destruir. A verdade é inspirada e guardada por Deus; ela viverá, e vencerá, embora às vezes pareça obscurecida.
O evangelho de Cristo é a lei exemplificada no caráter. Os enganos praticados contra ela, toda invenção para vindicar a falsidade, todo erro forjado por instrumentos satânicos, serão finalmente para sempre destruídos, e a vitória da verdade será como o surgimento do Sol ao meio-dia. O Sol da Justiça brilhará trazendo saúde em Suas asas, e a Terra inteira se encherá de Sua glória. [...]
Velhas controvérsias serão reavivadas, e novas teorias surgirão continuamente. O povo de Deus, porém, que em sua crença e cumprimento de profecia desempenhou uma parte na proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas, sabe onde se encontra. Possuem uma experiência que é mais preciosa do que o ouro fino. Devem permanecer firmes como a rocha, retendo firmemente o princípio de sua confiança até o fim.
Como podem os Cristãos envolver-se no evangelismo? Eles devem pessoalmente assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho. A Bíblia diz em Mateus 9:37-38 Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
O evangelismo é um trabalho para todos os Cristãos em todo o mundo. A Bíblia diz em Mateus 28:19-20 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Compartilhar Jesus Cristo com outros deve ser parte do nosso estilo de vida. A Bíblia diz em Colossenses 1:26-29 O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.
As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar. A Bíblia diz em Mateus 24:14 E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
Não precisa ser sofisticado, ou ter muitos diplomas para compartilhar Jesus Cristo com outros. A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:1-5 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Deus nos chama a ser representantes de Jesus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 5:20 De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.
Evangelismo é falar sobre Cristo, mas é também ser um modelo da verdade. A Bíblia diz em Marcos 16:15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. . A Bíblia diz em João 13:35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.
Evangelismo é mais que pregar e dar testemunho. A Bíblia diz em Isaías 61:1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.
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Algumas pessoas e grupos religiosos enfatizam muito a importância de preservar um determinado nome sagrado – uma única maneira de soletrar ou pronunciar o nome de Deus. Para eles, o uso de traduções nas línguas modernas – palavras como “Deus” ou “Senhor” – representa uma corrupção do “verdadeiro nome” do Criador. Apoiam suas ideias com citações como Levítico 22:32, onde Deus diz: “Não profanareis o meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR, que vos santifico.” Nas versões usadas por estes grupos, aparecem palavras como Jeová, Javé, Yahweh ou outras no lugar de Senhor (YHWH), frisando o ponto de uma certa ortografia e pronúncia derivadas do “original” hebraico.
Diante das críticas feitas por esses grupos, devemos observar dois fatos importantes:
Œ Os apóstolos e outros autores do Novo Testamento não pregaram a doutrina de uma forma exclusiva hebraica do nome de Deus. Em 27 livros do Novo Testamento, não encontramos nenhuma passagem que salienta uma certa pronúncia ou soletração do nome de Deus. Além de não exigir uma certa forma de um nome sagrado, os autores do Novo Testamento citavam, várias vezes, traduções gregas do Antigo Testamento que usam kurios (equivale a Senhor em português) para representar o nome mais comum de Deus (YHWH). Veja estes exemplos no NT, comparando as fontes no AT: Romanos 4:8; 9:29; 10:13; 11:3,34; 15:11; 1 Coríntios 1:31; 2:16; 3:20; 10:26; 14:21; 2 Coríntios 10:17; 2 Timóteo 2:19; Hebreus 7:21; 8:8-11; 10:16,30; 12:6; 13:6; 1 Pedro 3:12. Paulo, Pedro e outros usaram traduções do nome de Deus. Aqueles que condenam tal prática condenam os próprios apóstolos do Senhor!
O nome do Senhor é profanado por atos que desrespeitam seu santo carácter, não por pronúncias diferentes ou traduções do seu nome. Um nome representa o carácter da pessoa. O nome de Deus é profanado por: sacrificar filhos aos falsos deuses (Levítico 20:3); participar de outras práticas idólatras (Ezequiel 20:39); não abster-se das coisas sagradas (Levítico 22:2); mostrar a impureza diante dos povos (Ezequiel 36:16-31; 43:7-9); mostrar a injustiça e praticar a imoralidade (Amós 2:7), etc.
É muito mais fácil defender algumas palavras certas do que ensinar a importância da santidade total dos servos do Senhor. A ênfase nas Escrituras não está na maneira de soletrar, pronunciar ou traduzir uma palavra que representa Deus; está na maneira de viver como pessoas que reflectem a verdadeira glória do carácter de Deus (2 Coríntios 3:18; Colossenses 3:10; 1 Pedro 1:15-16; 2 Pedro 1:4).
Tanto no Velho como no Novo Testamento, Deus recebe o louvor dos lábios de suas criaturas. As formas do louvor são diferentes, mas muitos dos motivos, baseados no santo caráter de Deus, são os mesmos.
O Salmo 96 vem da época de Davi, quando a arca da aliança foi levada a Jerusalém, que se tornou a cidade escolhida como centro de adoração ao Senhor. Esta versão do Salmo (um pouco diferente da versão relatada em 1 Crônicas 16) se divide em duas estrofes, cada uma começando com uma tripla convocação: “Cantai... cantai... cantai” (versículos 1 e 2) e “Tributai... tributai... tributai” (versículos 7 e 8).
Os motivos do louvor são resumidos neste Salmo: Œ O que Deus é – glorioso, grande, digno de louvor, forte, santo, etc. (1-9); O que Deus fez – criou os céus e a terra e reina sobre eles (5,10); ŽO que Deus fará – julgará os homens com justiça e fidelidade (13).
Este Deus sublime merece o louvor de todos os homens. Leia o Salmo 96, observando os verbos usados para descrever a adoração devida ao Senhor. Entre as ações dos homens que reconhecem a grandeza do Criador e Juiz são estas: Cantar um cântico novo (1); Bendizer o nome de Deus (2); Proclamar a salvação (3); Anunciar a glória e as maravilhas dele às nações (3); Tributar-lhe a glória e a força (7-8); Adorar (9); Dizer que ele reina e julga (10).
Não somente os homens, mas toda a criação – céus, terra, mar, campo, árvores, etc. – participa da adoração do único verdadeiro Deus (11-12). “Porque grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado” (4).
Cantai ao Senhor em: (mp3)
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“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou” (Lucas 15:20).
Pelo caminho adiante parecer incerto e difícil, muitas vezes falhamos em tomar os passos que estão claramente na nossa frente. Se deixarmos acontecer, a dúvida e a dificuldade podem nos paralisar. Não tendo encontrado Deus ainda, e não vendo saída da nossa confusão, negligenciamos a busca por Deus. Nossa busca pela verdade é impedida.
Mas os passos que poderíamos tomar são os mais importantes. Geralmente, são passos pequenos em direção a Deus, dados na confiança, que levam a grande entendimento. Jesus falou da alma honesta que “aproxima-se da luz” (João 3:21). Obviamente, deve-se buscar o esclarecimento, e a busca pode ser árdua. Mas não “nos aproximamos da luz” por mera preocupação ou aflição. A busca envolve mais do que simplesmente tentar entender as coisas intelectualmente.
A sabedoria divina deve ser buscada activamente, em obediência. Se a consciência consegue indicar apenas um ou dois passos, então é importante darmos esses passos. Aquilo que não sabemos jamais deverá impedir que cumpramos o dever que conhecemos. Temos que usar a luz que já temos – ou cessar de esperar mais iluminação.
Deus graciosamente honra qualquer passo que damos na fé, mesmo que esses passos pareçam minúsculos. Vários textos bíblicos nos dão esta confiança. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus 7:7). “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração” (Tiago 4:8). Deus verificará que pegamos todas as informações necessárias para fazer a coisa certa, se fazer a coisa certa é aquilo que realmente pretendemos.
Coragem, muito mais que a “inteligência”, é a chave para o grande entendimento das coisas de Deus. Os corajosos não só pensam, como também agem com integridade para com aquilo que já conhecem. São os honestamente obedientes que encontram a luz que estão procurando, enquanto os preguiçosos e curiosos encontram apenas a escuridão cada vez mais assombrosa. Aos que buscam activamente é dito: “Se o buscardes, ele se deixará achar” (2 Crónicas 15:2). Deus é mais do que uma testemunha desinteressada da nossa busca. Se o nosso propósito verdadeiro é voltar para casa, nosso Pai virá muito mais que a metade do caminho para nos encontrar.
Quem for que se aproxime de Deus apenas um passo pelas dúvidas escuras, Deus avançará uma milha em luz brilhante para ele.
(Angelus Silesius)
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A mensagem do profeta Amós aplicada nos dias atuais
A mós foi um profeta de Deus no 8º século antes de Cristo. Foi enviado de Judá, o reino do sul, a Israel, o reino mais corrupto ao seu norte, para chamar o povo ao arrependimento. A tarefa de Amós foi difícil. Sob o governo do rei Jeroboão II, a nação de Israel vivia na maior prosperidade desde os reinados de Davi e Salomão mais de 200 anos antes. Aquele povo, como muitas pessoas religiosas hoje, interpretava a prosperidade como sinal da aprovação divina e, por isso, foi resistente aos desafios lançados por profetas como Amós. Mas Jeroboão II, como todos os reis do Norte antes e depois dele, foi um homem desobediente ao Senhor. Depois de séculos de idolatria e rebeldia, o povo estava chegando cada vez mais perto do castigo de Deus.
Vamos observar alguns dos temas das pregações de Amós para ver, depois, aplicações nos dias de hoje.
Um povo abençoado pode perder o favor de Deus
Houve uma época em que o povo de Israel foi muito privilegiado. Deus o chamou da escravidão no Egito e lhe deu a terra de Canaã. Mas, ele prometeu castigar a nação se ela se tornasse desobediente (3:1-3). Israel tinha um passado glorioso, mas, na época de Amós, não estava mais servindo ao Senhor. O problema foi simples – eles deixaram de andar conforme a vontade de Deus: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (3:3). [Nota: Citações neste artigo que não incluem o nome do livro são de Amós]
O povo se acostumou tanto com a sua prosperidade e o conforto que gozava que não conseguia nem imaginar um castigo severo. Não esperava a justiça de Deus, embora seus atos estivessem invocando a ira do Senhor sobre a nação rebelde: “Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência” (6:3).
Pode nos surpreender descobrir que este mesmo povo rebelde ainda mantinha diversas práticas religiosas. Hoje em dia, muitas pessoas acham suficiente fazer parte de alguma igreja e aparecer com alguma freqüência nas reuniões de louvor, talvez levando alguma oferta à igreja. Devemos congregar em uma igreja fiel (Hebreus 10:24-25), e devemos fazer as nossas ofertas (2 Coríntios 9:7), mas Deus quer mais. O povo de Israel levava sacrifícios diários e levava os dízimos até duas vezes por semana (4:4), mas Deus o rejeitou! Apesar de participarem de alguns atos de adoração, esses israelitas não se converteram ao Senhor (4:6,8,9,10,11). Mesmo pessoas que freqüentam uma igreja e ofertam seu dinheiro podem ser rejeitadas pelo Senhor!
O Prumo de Deus (Amós 7:1-9)
No início do capítulo 7, Amós relata uma série de três visões de julgamento: os gafanhotos, o fogo consumidor e o prumo. Nas duas primeiras, Deus atendeu às súplicas do profeta e desistiu dos seus planos de destruir a nação. Mas na terceira visão, Deus deixou claro que não voltaria atrás. Israel seria julgado.
Amós viu um muro levantado a prumo (7:7). Israel foi construído conforme a planta de Deus, cumprindo as profecias dadas a Abraão, Isaque e Jacó. Quando se trata do povo de Deus, devemos lembrar que a casa pertence ao Senhor. Ele fez a planta original. Israel começou bem, conforme o plano de Deus.
O Senhor tinha um prumo na mão e disse que poria um prumo no meio do povo (7:7-8). Deus voltou, séculos depois da construção original de Israel, para ver se o edifício ainda estava reto segundo a planta original. A mesma medida usada na construção é utilizada para fiscalizar a obra séculos depois. Deus não procurava alterações e “melhoramentos” humanos. Ele queria um povo fiel às instruções originais. Jesus disse que ele nos julgará pela palavra revelada no primeiro século (João 12:48). Devemos nos preocupar com a nossa fidelidade à planta original.
Deus levanta com a espada na mão (7:8-9). Quando a casa não passou na fiscalização divina, Deus mandou derrubá-la! Entendendo a severidade de Deus contra o povo que desviou de seu propósito original, quem teria coragem hoje de mudar alguma coisa na casa dele?
A Rejeição de Amós (Amós 7:10-13)
Quando Amós transmitiu a mensagem de Deus ao povo, ele enfrentou forte oposição. Amazias, sacerdote de Betel, opôs-se ao trabalho de Amós e tentou expulsá-lo do país (7:10-13). Considere as táticas e os argumentos dele:
● Usou a sua influência política, pois não tinha argumento das Escrituras (7:10).
● Usou o povo – e não a palavra de Deus – como padrão, dizendo: “a terra não pode sofrer as suas palavras” (7:10-11).
● Desprezou o profeta de Deus por ser estrangeiro ao invés de considerar a mensagem dele (7:12). Amós não escolheu o lugar de seu nascimento, mas decidiu ser fiel ao Senhor e pregar a palavra pura de Deus.
● Defendeu seu “território” com a autoridade dada pelos homens, citando o santuário do rei – não de Deus! – e o templo do reino – não do Senhor! (7:13).
A Resposta do Profeta (Amós 7:14-17)
Amós não foi intimidado pela censura de Amazias. A réplica dele consiste de três pontos importantes, que ensinam lições importantes para os dias de hoje. Considere as palavras de Amós:
● “Não sou profeta, nem discípulo de profeta” (7:14). Amós não tinha o “pedigree” certo para impressionar os homens. Na linguagem moderna, ele teria dito que não fez seminário, nem curso superior de teologia. Ele veio da roça para pregar a palavra de Deus! Ele não pertencia a algum “clube de pastores” que se elevava acima das pessoas comuns, e até acima da própria palavra de Deus.
Amós seria bem-vindo na maioria das igrejas hoje? Pedro poderia pregar nelas? João Batista, com suas roupas rústicas e costumes esquisitos, poderia subir aos púlpitos nas igrejas nas nossas cidades? O próprio Jesus, rejeitado pelos líderes religiosos de sua época, seria aceito pelos líderes hoje?
Muitas igrejas hoje se preocupam muito em impressionar o mundo. Sua literatura e seus sites na Internet destacam os feitos profissionais e educacionais dos homens. Não dá nem para imaginar Pedro apresentando “o nosso irmão, o famoso Doutor Paulo, formado em teologia na escola de Gamaliel, reconhecido internacionalmente como missionário de renome...”. O próprio Paulo considerava tais qualificações “como refugo” (Filipenses 3:4-11) e determinou pregar apenas a mensagem simples e importante de Jesus Cristo crucificado (1 Coríntios 2:1-5). As igrejas de hoje que engrandecem as qualificações carnais dos homens devem sentir profunda vergonha diante de exemplos como Amós, João Batista, os apóstolos e o próprio Jesus.
● Mas o Senhor me mandou pregar (7:15). A única autorização que precisamos para pregar a palavra de Deus é a ordem do Senhor! Não depende de diploma, certificado ou qualquer outro documento humano. Jesus enviou seus apóstolos ao mundo (Mateus 28:18-19), e estes equiparam outros servos, que ensinaram outros a continuar fazendo o trabalho do Senhor (2 Timóteo 2:2).
● Você pode tentar proibir a pregação da verdade, mas não mudará nada da vontade de Deus. Sua rejeição trará a ira de Deus sobre você (7:16-17).
O Prumo de Deus Hoje
A construção deve ser uma casa espiritual com Jesus como a pedra angular (1 Pedro 2:1-8). Ilustrações como esta nos convidam a examinar as nossas práticas à luz das Escrituras, comparando a planta de Deus com o muro torto dos homens. Como o prumo deve ser aplicado hoje? Considere alguns exemplos:
● Pregar Cristo ou pregar doutrinas dos homens (1 Coríntios 2:1-2,5)? Em muitas igrejas hoje, pregações e aulas têm pouco conteúdo bíblico e muitas idéias de psicólogos querendo deixar os ouvintes se sentirem bem. Paulo nos alertou deste perigo e nos deu a resposta certa (2 Timóteo 4:1-5).
● Louvar a Deus, conforme a sua vontade, ou fazer show para atrair os homens?
● Respeitar as instruções de Deus sobre a liderança nas igrejas, ou escolher homens e mulheres conforme a vontade da sociedade?
● Pregar tudo que a Bíblia diz sobre a salvação, ou diluir a palavra para tentar facilitar o ingresso no reino?
● Abrir mão do materialismo e das coisas que o mundo valoriza, ou pregar a prosperidade e a saúde como direitos dos fiéis?
A Fiscalização de Deus
A mensagem de Amós não foi bem aceita, mas foi verdadeira. Ele avisou o povo do perigo de ser religioso sem ser obediente a Deus. Agora, mais de 2.700 anos mais tarde, o que nós faremos com a mensagem deste profeta? Se Deus ficasse no meio do povo religioso hoje – seja católico, seja evangélico – com seu prumo na mão, qual seria o resultado da fiscalização?
Se o muro está torto, devemos ter coragem para derrubá-lo e voltar à planta original!
Um dos problemas dos homens é se recusarem a aceitar a soberania de Deus em suas vidas. Com isso quero dizer que o homem não compreende o direito absoluto de Deus de reger em suas vidas. Deus tem este direito inerente pois ele é o Criador. Precisamos compreender que nada acontece na terra sem a permissão ou a aprovação dele. Faço essa distinção porque ele permite que coisas aconteçam que são contrárias à sua vontade, mas isso não quer dizer que ele as aprova. Por exemplo, a Bíblia ensina sobre o livre arbítrio do homem para escolher. Enquanto Deus permite o exercício deste livre arbítrio, ele não aprova as escolhas do homem que são contrárias à sua santa vontade. Por outro lado a soberania de Deus não é diminuída pelo exercício do livre arbítrio do homem.
O livro de Jonas diz muito sobre a soberania de Deus. Fala de maneira explícita e implícita, e nos ensina alguns conceitos valiosos sobre a soberania de Deus. É bom que aprendamos estas lições e nos lembremos delas para que possamos manter o relacionamento certo com nosso Criador.
A soberania de Deus e a sua criação
Como um exemplo da soberania de Deus no livro de Jonas vemos como Deus empregou a sua criação para cumprir o seu plano divino. No capítulo 1 vemos como Deus controlou os elementos do tempo para trazer o seu propósito desejado, para chamar a atenção de Jonas. O versículo 4 diz, “Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.” Aqui o vento é atribuído directamente a Deus. Enquanto é verdade que Deus colocou certas sequências do tempo em movimento desde o início, aqui temos um exemplo da sua intervenção divina. Testemunhamos as variações da velocidade do vento no dia a dia devido a um processo físico que inclui a rotação da terra, a inclinação da terra e áreas de alta e baixa pressão, mas aqui no livro de Jonas o vento é atribuído directamente a Deus. Os versículos seguintes acrescentam que o mar ficou cada vez mais tempestuoso (vs. 11,13), e finalmente cessou totalmente depois que os colegas de barco de Jonas o lançaram no mar conforme ele mandou (v. 15). Até mesmo os homens do navio atribuíram este evento à soberania de Deus. Eles disseram, “tu, Senhor, fizeste como te aprouve” (v. 15). Se o julgamento deles do evento era por superstição, ou não, não importa. A palavra de Deus atribui o vento no capítulo 4 à soberania de Deus: “Em nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas....” (4:8).
O vento e as ondas obedeceram a Deus, mas Jonas não obedeceu. Ao exercer o seu livre arbítrio, primeiro ele se recusou a ir a Nínive como Deus havia mandado. Como resultado desta desobediência, Deus deu uma oportunidade para Jonas se arrepender. Depois de ser lançado ao mar pelos colegas do navio, ele foi engolido por uma criatura do mar. O versículo 17 do capítulo 1 diz que a criatura que o engoliu foi preparada por Deus. Tem-se preocupado muito no decorrer dos anos em relação à identidade desta criatura. Alguns acham que era um peixe e outros que era uma baleia. Enquanto podemos especular quanto à natureza desta criatura, não podemos negar o fato indiscutível de que era uma criatura “preparada” por um Deus soberano. Era uma criatura que pôde cumprir a vontade soberana do Criador. Tinha a capacidade de engolir Jonas inteiro. Se Deus usou uma criatura que ele já havia criado ou se ele criou uma especialmente para esta tarefa não é importante. O que importa é que a criação material não pode recusar a vontade de Deus. Deus é o que a fez de acordo com a sua vontade desde o início. A criatura não podia dizer “Eu não irei. Não engolirei a Jonas.”
Da mesma maneira, no capítulo quatro, Deus preparou uma planta e um verme para fazer a sua vontade. “Então, fez o Senhor Deus nascer uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça....Mas Deus, no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou” (vs. 6-7). O ponto que precisamos compreender é que tudo obedeceu a Deus. O vento obedeceu, a criatura do mar obedeceu, a planta obedeceu e o verme obedeceu. Tudo obedeceu a Deus perfeitamente, menos Jonas. Toda a criação de Deus o obedece perfeitamente, excepto o homem. Deus deu a Jonas uma escolha e Deus nos dá uma escolha. Escolhemos fazer a vontade de Deus ou resistir e correr dele. Deus não abandona a sua soberania neste assunto. Foi a sua vontade soberana que o homem exercesse o livre arbítrio.
A escolha de Jonas
Jonas tinha a escolha de ir a Nínive ou de fugir. No primeiro capítulo, o vemos fugindo de Deus mas depois, no terceiro capítulo, quando Deus o manda para Nínive, ele decide ir. O povo de Nínive encarou a certeza de destruição iminente por causa dos seus pecados passados e persistentes. Mesmo assim, sem Jonas oferecer uma alternativa para eles, escolheram se arrepender dos seus pecados. Eles assim fizeram na esperança de transformar a ira de Deus em bênçãos. Deus não sente prazer em destruir as pessoas. “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ezequiel 18:32). No Novo Testamento aprendemos que “Ele é longânime para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Por causa do arrependimento de Nínive, Deus com seu poder soberano reverteu a sua decisão de destrui-los.
A soberania de Deus e o livre arbítrio do homem
Deus usa a sua soberania para mudar o homem, não pela força, mas por amor, motivação e persuasão. Jesus veio para “buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10). Ele busca mudar a vontade dos homens, tornar as suas prioridades as prioridades deles. Ele não sacrifica, de forma alguma, a sua soberania ao fazer isso. Contrário aos ensinamentos de João Calvino, e aos ensinamentos de muitos ainda hoje, Deus permite que o homem exerça o livre arbítrio. O homem jamais deve pensar que a paciência e a longanimidade de Deus são indícios de qualquer fraqueza por parte dele, pois todos nós apareceremos diante do tribunal de Cristo e responderemos pelas nossas acções (2 Coríntios 5:10). Não devemos considerar a longanimidade de Deus como indício de que Deus não punirá o pecado. “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (Romanos 2:4-5), Apesar de Deus permitir que Jonas o desobedecesse, Jonas se encontrou na barriga de um peixe no fundo do mar louvando a Deus e desejando a salvação, e Deus o deu outra chance.
Deus, pelo seu poder soberano, conhece a cada um de nós e usa o seu poder para capturar a nossa atenção e nos dar oportunidade de seguir o seu desejo. Considere Salmo 139:7-10:
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás;se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, e ainda lá me haverá de guiar a tua mão,e a tua destra me susterá.
É impossível fugir de um Deus soberano.
A soberania de Deus e as nações
Também temos, no livro de Jonas, um exemplo da soberania de Deus em relação às nações. Deus está no controle do destino das nações. A cidade de Nínive e o seu futuro estavam sob o controle de Deus. Se era desejo seu destrui-la, seria destruída. Se seu desejo era salvá-la, seria salva. O destino de Nínive não estava sob o controle de Jonas ou nenhuma outra nação. A razão que Jonas fugiu de início foi que ele sabia que Deus poderia salvar a Nínive. “Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal” (Jonas 4:2). Jonas não tinha nenhuma soberania no assunto. Não seria feito de acordo com a vontade de Jonas, mas de acordo com a vontade de Deus. Paulo, ao falar com os atenienses, disse: “de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Actos 17:26). O destino dos homens e das nações está na mão soberana de Deus. Foi pela soberania de Deus que a mensagem chegou a Nínive. Se Jonas tivesse insistido na sua recusa de ir a Nínive, teria impedido a Deus de enviar outro? Certamente não! Deus poderia ter enviado um outro profeta. Aqueles que pensam que as nações se levantam e caem por causa de uma defesa nacional forte, prosperidade económica, alianças com outras nações, ou pela vontade dos homens, são ignorantes da soberania de Deus.
A soberania de Deus e a nossa obediência
A penas ao compreendermos a soberania de Deus podemos compreender a importância de obedecer a Deus e não aos homens (Actos 5:29). Apenas então podemos apreciar o aviso, “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28).
Por mais que tentasse, Jonas não podia escapar de Deus. Quanto mais ele tentou cumprir a sua própria vontade, mais forte Deus o puxou de volta. A chamada de Deus é sonora e clara. O alcance de Deus é longo e largo. A vontade de Deus não pode ser evitada ou negada sem consequências. Jonas pôde correr mas não pôde se esconder, e nem nós podemos.
A vida está cheia de distracções e interrupções. Uma coisa que a fé em Deus faz é nos trazer de volta ao centro. Nos traz de volta ao lugar onde devemos estar. É desta posição que podemos discernir o nosso verdadeiro lugar neste mundo e o nosso relacionamento com Deus. Ele é uma força inevitável. Ele está no controle. Ele rege. Quanto mais cedo aprendemos esta lição, mais cedo descobriremos o seu verdadeiro sentido e sua direcção nas nossas vidas.
Para muitos leitores, esta pergunta vai soar estranho, porque a maioria respeita o ensinamento de Jesus como a expressão perfeita da vontade de Deus para todos os homens. Outros, porém, diminuem ou até negam o valor destes ensinamentos, dizendo que não são aplicáveis nos dias de hoje. Vamos considerar alguns fatos importantes.
Como em qualquer parte da Bíblia, encontramos nos relatos do evangelho certas instruções que se aplicavam a pessoas específicas. Quando Jesus mandou que alguém se apresentasse ao sacerdote (Lucas 17:14), pagasse o imposto do templo (Mateus 17:24-27), continuasse fiel nos dízimos (Mateus 23:23) ou preparasse a Páscoa (Mateus 26:17-19), ele simplesmente reconhecia a responsabilidade dos judeus de cumprirem a lei que Deus lhes havia dado, e que ele ainda estava cumprindo. Outras passagens mostram claramente que ele cumpriu aquela lei e revelou uma nova aliança (veja o artigo “Jesus Revogou a Lei do Antigo Testamento?” na edição de Julho de 2006).
A maior parte do ensinamento de Jesus, porém, foi dada a todos, e deve ser respeitada hoje. Os ouvintes no primeiro século entenderam que Jesus ensinava uma nova doutrina (Marcos 1:27). Frequentemente, Jesus introduziu seus preceitos com palavras de autoridade como “Eu, porém, vos digo...” (veja alguns exemplos em Mateus 5:22,28,32,34,39,44; 19:9). Falou várias vezes de sua própria palavra, mostrando a necessidade de ouvir e obedecê-la, porque seremos julgados por ela (João 5:24; 8:31,51,52; 12:47-48; 14:23).
Jesus afirmou, também, ter recebido toda a autoridade e citou este fato como base das instruções aos apóstolos de ensinar as pessoas “de todas as nações ...a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:18-20). A palavra que os apóstolos pregaram não foi uma outra mensagem, e sim, a confirmação do mesmo evangelho anunciado “inicialmente pelo Senhor” (Hebreus 2:3). Esta mensagem, universalmente aplicável, exige o arrependimento de “todos, em toda parte” (Actos 17:30). Ela é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16).
Quando Jesus veio ao mundo e falou, ele falou a todas as pessoas. Cada um de nós precisa ouvir e obedecer a palavra dele.